Cerimónia da Tomada de Posse da Federação Nacional de Estudantes de Engenharia Civil

Cerimónia da Tomada de Posse da Federação Nacional de Estudantes de Engenharia Civil

No último sábado, 24 de novembro, a cidade de Faro recebeu, pela primeira vez,  a cerimónia de tomada de posse dos órgãos sociais da Federação Nacional de Estudantes de Engenharia Civil (FNEEC) do mandato 2018/2019.

 

O evento realizado no Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve, abrangeu diversos temas, entre eles a queda de inscrições de portugueses e o aumento de estrangeiros - em sua maioria brasileiros e espanhóis. Em função destes números, Rodrigo Guerreiro, tesoureiro da Erasmus Student Network (ESN), foi convidado a realizar a apresentação dos oradores.

 

José Maurício, presidente da FNEEC, em seu discurso fez alusão às pontes D. Luís I, no Porto, 25 de Abril, em Lisboa e à ponte Internacional do Guadiana, no Algarve, para salientar metaforicamente que uma das missões da FNEEC é a união dos estudantes de Norte a Sul do país. O mesmo criticou subtilmente a passividade da Federação e destacou a relevância dos núcleos como "os principais dinamizadores".

 

Com o lema "criar pontes para o futuro"  a entidade advoga as predileções dos estudantes de Engenharia Civil das instituições de ensino público. Desde a sua criação, em 2005,  foi a primeira vez que a cerimônia ocorreu fora do Instituto Superior Técnico, como revelou João Barreiros,  presidente do NEECUAlg ( Núcleo de Estudantes de Engenharia Civil da Universidade do Algarve), em seu discurso. "Para nós, Núcleo de Estudantes de Engenharia Civil da UAlg tem um grande significado uma vez que vemos os nossos esforços de unificação e aproximação dos nossos estudantes do Algarve com os restantes do país".

 

O presidente do núcleo estudantil, responsável pela organização do evento, desabafou ser um tempo difícil para a Engenharia Civil em Portugal e reforçou a falta de procura pelo curso no país. "Com uma diminuição no número de estudantes no curso, lembro que somos a única faculdade com Engenharia Civil depois da zona de Setúbal". O professor Dr. Rui Lança também  lamentou a dificuldade em recrutar alunos para a área, justificou o baixo número em função da crise de 2008 e da dificuldade no exame nacional na área de matemática.

 

O evento contou com a presença da vereadora Arquiteta Sophie Matias, a qual ressaltou a importância do trabalho em equipa entre Engenheiros e Arquitetos, "Aprendemos sempre em conjunto, se conseguimos nos entrosar o resultado é muito mais interessante". Matias também alegou que deve-se promover a Universidade do Algarve para que haja uma descentralização na região Norte do país e chamou atenção ao progresso existente na cidade de Faro após o período de forte crise. A vereadora finalizou dizendo que a faculdade do Algarve fabrica cada vez mais profissionais qualificados dando mais envergadura e significado para o curso .

 

O professor Dr. António Mortal foi o último a discursar. Mortal enfatizou a importância do Engenheiro Civil na sociedade, argumentou que o défice de engenheiros é um problema mundial, "profissão do futuro para o futuro" completou.