Apresentação

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HISTORIAL

Departamento de Engenharia Alimentar 

Já vai longo o historial deste Departamento e.... que dinamismo! 

Relembra-se o seu início quando em 1979 foi publicado o Decreto-lei nº513-T/79    que criava o Instituto Politécnico de Faro (entre outros), e no qual era prevista a implementação dum curso de Tecnologia do Pescado. Posteriormente alargou-se o âmbito do curso para Tecnologia Alimentar que só teve início no ano lectivo de 1988/89, quando foram reunidas todas as condições para o seu bom funcionamento.
O primeiro plano de estudos do curso de Bacharelato em Tecnologia Alimentar foi desenvolvido no âmbito do Conselho Consultivo, reunindo peritos da Indústria Alimentar e de organismos públicos com intervenção no domínio alimentar, do ponto de vista das tecnologias de produção e do controlo da qualidade, na indústria alimentar.

Em 1990 introduziu-se uma primeira alteração na estrutura deste bacharelato, que passou então a designar-se Engenharia Alimentar (os primeiros alunos concluíram o curso já durante a vigência deste novo currículo, pelo que possuem o título de bacharel em Engenharia Alimentar).No ano lectivo de 1991/92 preparou-se uma remodelação mais profunda da estrutura curricular, com o objectivo de reforçar a componente de formação em ciências de base, com vista a uma mais correcta adequação ao conceito de engenharia e a um futuro reconhecimento profissional pelos órgãos profissionais adequados. Simultaneamente com as alterações específicas já referidas, a estrutura curricular sofreu alterações comuns aos outros cursos da Escola Superior de Tecnologia, tais como o desaparecimento do então estágio do 1º ano e aumento da carga horária teórica.

No ano lectivo de 1995/96 funcionou pela 1ª vez o Curso de Estudos Superiores Especializados (CESE) em Engenharia Alimentar, curso que pretendia complementar a formação dos bacharéis em EA, de modo a conceder-lhes o grau de licenciado.

No ano lectivo de 1997/98 o curso de Bacharelato em Nutrição começou a funcionar. Este novo curso foi fruto de na Área departamental de EA haver uma já sentida necessidade de diversificar a entrada no mercado de trabalho dos seus alunos e, simultaneamente, optimizar os recursos humanos e materiais de que dispunha. Este novo bacharelato tinha uma componente de formação em ciências básicas semelhante ao de EA e a maioria das disciplinas do 1º ano dos dois cursos funcionavam em comum. Em 2003/2004, o curso passou a integrar a Escola Superior de Saúde de Faro (ESSaF) da Universidade do Algarve com outra denominação a de Dietética e Nutrição.

A evolução do conhecimento técnico-científico continuou sempre a promover uma constante actualização e adequação do plano curricular do curso à realidade do mercado de trabalho e da sociedade. A Engenharia Alimentar, constitui uma área tecno- científico fortemente multi e interdisciplinar que estuda a produção, conservação, distribuição e comercialização de alimentos com elevada qualidade, tendo em conta as regras de higiene e segurança e respeitando o equilíbrio ambiental. É nossa intenção formar jovens com um perfil de competências técnicas adequado à intervenção nas áreas referidas, desenvolvendo nos diplomados a capacidade de trabalho e a aprendizagem ao longo da vida, o espírito de equipa, a autonomia e a polivalência. Uma nova configuração do curso de EA foi implementada no ano lectivo de 1998/99 organizada em dois ciclos de formação, o 1º ciclo com 3 anos e o 2º ciclo com 2 anos de estudos. A realização dos estágios em unidades fabris e em unidades de investigação e inovação, quer no país ou no estrangeiro, com a duração mínima de 560 horas, contínuo ou repartido em dois períodos com a duração mínima de 280 horas cada, permitia aos alunos de Engenharia Alimentar o conhecimento da realidade empresarial, facilitando a sua integração na vida profissional ou a iniciação à investigação científica e de desenvolvimento tecnológico em áreas subjacentes a esta Engenharia. Esta estrutura procurou ter em conta os requisitos das associações profissionais nacionais e internacionais como a Associação Nacional de Engenheiros Técnicos (ANET) e a Féderation Européenne d´Assotiations Nationales d´Ingénieurs (FEANI) que passaram a reconhecer os profissionais detentores do 1º Ciclo em Engenharia Alimentar.

Em Maio de 1998, o chamado Processo de Bolonha iniciou-se informalmente com a declaração de Sorbonne, e arrancou oficialmente com a Declaração de Bolonha em Junho de 1999. Foram definidas um conjunto de etapas e de passos a dar pelos sistemas de ensino superior europeus no sentido de construir, no prazo de 10 anos, “um espaço europeu de ensino superior globalmente harmonizado”.

O grande objectivo era, salvaguardadas as especificidades nacionais, possibilitar a um estudante de qualquer estabelecimento de ensino superior, concluída a sua formação superior poder obter um diploma europeu reconhecido em qualquer universidade de qualquer Estado-membro. As instituições de ensino superior tiveram que passar a funcionar de modo integrado, num espaço aberto previamente planeado guiado por mecanismos de formação e graus académicos homogeneizados.

Na área da Engenharia/Ciência dos Alimentos, sentiu-se assim a necessidade de sintonizar (Tunning) os planos de estudos dos cursos relacionados com esta temática nos diferentes países europeus. A rede temática europeia ISEKI – Food (Integrating Safety and Environmental Knowledge Into Food Studies Towards European Sustainable Development), coordenada pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e da qual o Departamento de Engenharia Alimentar tem vindo a ser um parceiro muito activo, surgiu em 2002. Esta rede, integrando o trabalho desenvolvido por vários grupos provenientes de 92 Universidades/Instituições em representação de 29 países europeus dedicou uma atenção especial a este assunto. O Grupo de Trabalho 1 do ISEKI - Food, focou-se na sintonização dos estudos em ciência e engenharia dos alimentos (Tunning of the Studies in Food Science and Engineering), tendo estabelecido os requisitos mínimos estruturais e organizacionais necessários dos respectivos cursos: (i) desenvolvimento curricular (ii) conteúdos programáticos; (iii) perfil de formação e acreditação dos cursos; (iv) competências dos diplomados; (v) ECTS; (vi) estratégia de ensino; (vii) saídas profissionais. O resultado principal deste estudo foi a elaboração de recomendações que poderão ser seguidas a nível europeu, com o objectivo de harmonizar a formação em Engenharia Alimentar/Ciência e Tecnologia de Alimentos.

Em 2006 os laboratórios de Processamento de Alimentos e de Microbiologia foram reequipados e modernizados com financiamentos europeus (POCI e Interreg) e surgiram dois novos laboratórios no espaço deixado pela área de Engenharia Civil que entretanto se tinha mudado para as suas novas instalações, um de Biologia Molecular e outro de Análise Sensorial e Desenvolvimento de Novos Produtos. Não só o ensino mas o apoio á comunidade saem reforçados com esta melhoria das instalações.

No ano lectivo de 2007/2008 teve início o plano de estudos actual da Licenciatura em Engenharia Alimentar, que procurou seguir as orientações resultantes do trabalho desenvolvido no âmbito do ISEKI – Food, assim como as recomendações das Associações Profissionais. Neste novo plano de estudos os estágios curriculares desaparecem mas surgem oportunidades para os estudantes realizarem parte do seu curso noutra instituição do espaço europeu.
Em 2008 é criado o CITA, Centro de Inovação e Tecnologia de Alimentos inserido nas instalações da Área Departamental de EA para dar apoio á Industria Alimentar.

Mas não nos ficámos por aqui, havia que diversificar mais uma vez para dar resposta á entrada no mercado de trabalho dos estudantes e, continuar a optimizar os recursos humanos e materiais de que a Área Departamental dispõe. Surgiu assim o Mestrado em Ciência e Tecnologia dos Alimentos cujo objectivo principal, é o de formar Mestres com capacidades de intervenção profissional a nível de concepção e inovação no domínio das ciências e tecnologias da área alimentar.

No quadro da iniciativa «Novas oportunidades», inserida no Plano Nacional de Emprego, o Governo decidiu fazer do 12º ano de escolaridade o referencial mínimo de formação para todos os jovens aumentando nesse quadro a frequência em cursos tecnológicos e profissionais para, pelo menos, metade dos jovens do ensino secundário. Foi assim promovido através do DL 88/2006 de 23 de Maio, a concretização desses compromissos reorganizando dos Cursos de Especialização Tecnológica (CET), ao nível do acesso, da estrutura de formação e das condições de ingresso no ensino superior para os seus Diplomados.

Em 2007/2008 foram criados 2 CET na área Departamental de EA, um em Qualidade Alimentar e outro em Segurança e Higiene Alimentar para funcionarem em anos alternados.

Em Setembro de 2009 com a entrada dos novos estatutos em vigor, a Área Departamental de Engenharia Alimentar passa a Departamento.

No ano lectivo 2013/2014 arrancou a nova Licenciatura em Tecnologia e Segurança Alimentar.